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ficaasaber

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Qua | 13.02.13

Opinião sobre "A Cama da Paixão" de Laura Lee Guhrke

Titinha

Sinopse:

Londres, 1833. Quando numa noite Lady Viola conheceu o galante visconde John Hammond foi amor à primeira vista. Vendo-se repentinamente envolvida numa relação séria, só se apercebeu da chocante verdade após o casamento: o seu amado John nunca tinha gostado dela verdadeiramente, casando com ela apenas pela sua fortuna... e o pior, é que ele não via nada de errado nisso. Desolada, Viola jurou nunca mais permitir que o canalha que a tinha enganado se voltasse a deitar com ela. John, na verdade, nunca teve a intenção de ferir a bela e determinada mulher que se tornou numa estranha para ele. Agora, depois de anos de um casamento faz de conta, ele precisa de um herdeiro, e vê-se confrontado com um intrigante e atraente desafio: ter de seduzir a sua própria mulher. Ele tem de convencer Viola a regressar ao seu leito matrimonial, mas desta vez pode ser ele o único a perder o coração.


Opinião:

A Cama da Paixão, é o segundo livro que leio da autora, e assim como o primeiro gostei. A acção passa-se em 1833 como tão bem refere a sinopse, mas os personagens para meu belo prazer, tratam-se como se o ano fosse 2013. Posso dizer mais uma vez, que esqueci muitas vezes o ano que decorria a história, outro ponto bastante agradável!

A escrita da autora não me era desconhecida e como tal já sabia ao que ia, fluida e de leitura fácil, o livro foi lido com rapidez e alegria.

O título não podia estar mais longe da realidade do livro, quem olha para ele, pensa que é um livro sexual mas... Não, nada disso!

John foi um personagem que me fez sentir "sentimentos" controversos, se em alguns momentos o achava maravilhoso, amável, brincalhão, havia outros que o achava terrivelmente infantil, inconstante e imaturo. Queria receber muito mas dar pouco, criticou o pai e não foi diferente até certo ponto, nunca amor, não sabia amar e tinha pouco consciência dos seus actos, e quando chamavam a atenção para eles, "desprezava" essa opinião, desvalorizava... Nunca pensei, melhor achei que nunca iria referir isso aqui no blog mas era um homem que pensava muito pouco com os neurónios, com a massa dita cinzenta e muito mais com outra parte da anatomia masculina... E era esse "amaranhado" de contradições, de emoções, que me levou a gostar e a não gostar dele.

Viola, uma mulher que teve mesmo que amar muito este homem para passar por tudo o que passou e mesmo assim, muitas vezes ele não compreendia as suas cobranças, a culpava dos problemas do casamento, das traições e por quê? Porque lhe disse não a uma coisa!

Era uma mulher que tinha medo de amar novamente, de se entregar, de voltar a confiar, uma mulher que demonstrou o quando o amava novamente, quando aceitou a derradeira "pedra" que ele colocou nos seus braços, pois nem naquela altura era fácil uma mulher aceitar esse acto.

Uma grande mulher que ensinou um homem a crescer, um homem que no final aprendeu com os seus erros e como um dos seus "amigos" disse: "Fez a maior figura de parvo"...

 

Mais um livro maravilhoso a juntar à minha colecção, vale a pena, aconselho.

 

Em 5 estrela, dei-lhe 4!