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Qui | 07.02.13

Opinião sobre "Um Amor Quase Perfeito" de Sherry Thomas

Titinha

Sinopse:

Para toda a sociedade de Londres, Lorde e Lady Tremaine tinham a situação ideal: um casamento assente na educação, cortesia e liberdade¿ sob todos os pontos de vista, um casamento perfeito. A razão? Durante os últimos dez anos, marido e mulher residiram em continentes separados. Mas por uma vez, as coisas para os Tremaine alteraram-se. Quando Gigi Rowland pôs pela primeira vez os olhos em Camden Saybrook, a atracção foi imediata e avassaladora. Mas o que começou com uma faísca de paixão terminou em traição na manhã a seguir ao casamento, e agora, Gigi quer ser livre para casar de novo. Quando Camden regressa da América com uma exigência chocante em troca da sua liberdade, a decisão de Gigi terá consequências que ela nunca imaginara, à medida que os segredos se revelam e o desejo se reacende, um dos casais mais admirados de Londres terá de se apaixonar de novo, ou separar-se para sempre.

 

Opinião:

Um Amor Quase Perfeito, deve ter sido dos poucos livros que no decorrer da sua leitura esqueci que era de época, não só pela escrita da autora, como todos aqueles "salamaleques" da altura só aconteciam quando de situações sociais, assim como os protagonistas tratavam-se pelos seus respectivos nomes e por "tu", só lançando o Lorde, Lady ou o você, quando estavam chateados um com o outro.

Quando li opiniões sobre o livro, fiquei a saber que o mesmo andava entre o presente e o passado, e isso foi algo que me deixou um pouco apreensiva, sou sincera mas esse pagina sim, pagina não entre o passado e o presente (ok exagerei um pouco), não criou qualquer conflito interior, nem a mim nem a todas as deusas que possam existir em mim. Senti como se fosse o desenrolar de duas histórias diferentes com os mesmos protagonistas, ao mesmo tempo que ia sabendo como se resolvia o conflito em que se encontravam, ia sabendo os motivos que levaram a esse conflito. Gostei, só temos que estar com muita atenção às datas, muita atenção. 

 

A escrita da autora é muito boa, envolve o leitor e faz-nos querer saber mais, criou excelentes personagens, de carácter forte e decidido.

As personagens, eram muito jovens quando do acontecimento que os levou à separação, ele um jovem orgulhoso, ela uma jovem imatura, ele não compreendeu um acto e ela jogou com as armas que tinha, ambos magoaram, ela antes do casamento, ele depois do mesmo.

Agora podem perguntar... Quem eu acho que teve a culpa? Os dois...

Quando da leitura das primeiras páginas e com a força da escrita da autora, eu senti o desprezo, o quase ódio e até o nojo que Camden dizia ter pela mulher, chegava a ser tão palpável que me perguntava... Porque é que um homem ainda jovem, um homem que podia voltar a casar, queria um filho da mulher que desprezava, sim, pode-se dizer que foi uma pergunta ingénua, que lá no fundo ele a amava e era só um pretexto para não dar o divórcio mas neste ponto, nesta observação, devo admitir que a culpa é mesmo da autora, pois com a sua escrita levou-me a questionar esse motivo.

Porém com o decorrer do livro, tudo começa a ficar mais claro. Achei que a vingança foi demasiado cruel, fazendo sofrer aos dois, cheguei a cogitar que o acto teria sido muito pior, óbvio que não foi bonito, claro que a Gigi não o deveria ter feito mas a primeira impressão, a forma dela dizer tudo o que pensa, a forma como se conheceram levou o Camden a não acreditar no amor dela e a sentir-se como se sentiu.

Gigi, cometeu um acto que há partida sabia que não o deveria cometer, mas quem sou eu mesmo em livro, para apontar o dedo a alguém que fez algo por amor, podemos dizer que ela "atirou barro à parede a ver se cola", no meio de tudo, não o obrigou. Foi por esse motivo que nunca compreendi a magnitude da vingança de Camden, ela sofreu não só de amor mas também de corpo (quem leu o livro vai perceber). Não consegui criticar quando Gigi pediu o divórcio e o motivo para o requerer, nem das primeiras escolhas que fez, quem gosta de ser magoado uma segunda vez, quem gosta de pedir uma segunda oportunidade a alguém que nunca lhe deu? É complicado!

Duas personagens fortes, que se complementavam uma à outra mas não queriam admitir, que se amam para além da razão e dos anos mas que terão que se perdoar um ao outro e a si mesmos.

 

No meio de todas estas letras e palavras, quem me surpreendeu mesmo, foi a mãe da Gigi, quem diria. Quem diria mesmo.

 

O que mais posso dizer, nada. Um excelente livro, que me fez esquecer que é de época e que desfrutei cada página, recomendo.

 

Em 5 estrela, dou-lhe 4.

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