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Terça-feira, 9 de Outubro de 2012
Opinião Sobre "A Conquistadora" de Teresa Medeiros

 

 Sinopse:


 Ele é Conn, das Cem Batalhas, o rei guerreiro que forjou uma nação numa terra de clãs isolados. Na qualidade de rei supremo da Irlanda, dirige o lendário Fianna, o seu grupo de guerreiros de elite. Mas o misterioso assassínio de vários dos melhores homens de Conn ameaça o trono. Conn parte sozinho em busca de um inimigo aparentemente invencível, sem saber que vai ter de enfrentar uma mulher de olhos verde-esmeralda e cabelos cor de labaredas…

 Empunhando uma espada chamada Vingança, Gelina Ó Monaghan jura derrotar o homem que considera o responsável pela ruína da sua família. Nunca imaginou que ele pudesse vencê-la em combate… e ao mesmo tempo conquistar o seu coração. A sua paixão proibida transforma-se numa guerra travada com espadas e beijos, promessas e traições - e a rendição será apenas um início…

 

 Opinião:

 

 Contem Spoiler's

  

Começo por informar que não sou uma adepta de livro de época/históricos ou como muito "carinhosamente" lhes chamo "de quando os animais falavam", por esse motivo é complicado compra-los e quando os compro é depois de pensar muito. Porém não foi isso que aconteceu neste livro, quero desde já agradecer a minha benfeitora, pelo empréstimo do livro. Obrigada...

 

Agora o livro.

Por onde começar, é um livro de época, passado na era dos Reis, guerreiros e das suas lendas, onde uma mulher não pegava numa espada, montava a cavalo de saias e servia simplesmente para companheira, amante, dona de casa, mãe e aquelas que tinham profissão eram nas áreas acima referidas, em que concordavam com tudo o que o homem ou marido dizia e com as suas vontades, quer dizer, nem todas concordavam. E é depois desta meu pequeno parágrafo que começo a compreender o por quê de não gostar deste tipo de livros, mexe com a minha maneira de ser.

 

A história.

É a história de um amor que nasceu já conturbado, onde o primeiro acto do Conn é reprimir o que sente por uma jovem que na altura tem somente 16 anos, sendo ele já homem feito, acolhe-a como se de um pai se tratasse mas na realidade não tem sentimentos de pai pela jovem que acolheu.

Gelina, uma jovem que em criança vê o acontecimento que a vai marcar para sempre, a molda como mulher e a faz odiar o rei Conn, isto até o conhecer numa situação especifica e ser acolhida por ele, com o convívio haverá uma alteração dos seus sentimentos, bem haverá períodos na história que ela tenta odiá-lo mas no fim sempre o protege nos momentos complicados.

 

É aqui que entra o meu conflito com o Conn, isto porque deste pouco menos de metade do livro comecei a questionar se ele merecia este amor e esta mulher, se realmente o que ele sentia era amor ou posse, uma posse doentia. Principalmente porque ela lhe fazia frente, é e era rebelde. Gelina pode ter cometido erros, pode ter assassinado juntamente com o irmão, homens que eram amigos e conhecidos de Conn mas nunca o traiu, nunca fez nada para que ele fosse morto pelo inimigo a que ela pedira "abrigo".

Porém no meio do dito amor, Conn humilhou, magoou, duvidou e até violou. Podem dizer "ah i tal" ele pensava que tinha sido traído, que ela o queria morto, que ela o odiava mas isso é motivo para fazer o que fez? Para mim não, ah... Eram outros tempos, dizem vocês, é certo mas nem isso dá direito de o fazer, quem ama não chega a este ponto.

Mas o que me deixou com aquela expressão de "não acredito que depois de tudo ele acredita que foi ela?", foi quando ele a acusou de ter morto o Nimbus. Como é que o Conn desconfiou que a mulher com que ia casar, podia matar o "homenzinho" que sempre foi “seu companheiro”, seu confidente? E só quando um dos seus homens, ouviu da boca do irmão da Gelina que ela nada tinha haver com a sua morte é que acreditou. É certo que se lembrou das últimas palavras do Nimbus, mas se não fosse o Sean, será que Conn acreditaria nela e ia atrás do meu amor?

Por esse motivo digo, ele não mereceu o seu amor, não mereceu o perdão tão repentino, não mereceu o acto que ela fez ao mandar-lhe a sua espada, para que ele se defendesse do irmão.

Tive pena que o livro acaba sem me demonstrar que ele era merecedor de uma mulher como ela, porém nem sempre os livros nos respondem ao que queremos.

 

Em conclusão, gostei do livro, gostei da escrita e das personagens mas continuo a “embirrar” com livros do tempo em que os animais falavam.

publicado por Titinha às 12:10
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